{"id":2681,"date":"2017-03-10T12:08:01","date_gmt":"2017-03-10T12:08:01","guid":{"rendered":"https:\/\/anateste.000.pe\/?p=2681"},"modified":"2024-09-10T14:07:21","modified_gmt":"2024-09-10T14:07:21","slug":"encontro-com-a-historia-museu-de-astronomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.historia.uff.br\/ciadasindias\/encontro-com-a-historia-museu-de-astronomia\/","title":{"rendered":"Encontro com a hist\u00f3ria \u2013 Museu de Astronomia"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading has-large-font-size\">Materialidade e interpreta\u00e7\u00e3o de manuscritos e impressos da \u00c9poca Moderna<\/h3>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\">Rua General Bruce, 586 | S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o | Rio de Janeiro<\/h5>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises de fontes hist\u00f3ricas t\u00eam sido enriquecidas nos \u00faltimos anos a partir de um novo olhar sobre os diferentes suportes e as caracter\u00edsticas materiais dos documentos. N\u00e3o raro, eles guardam vest\u00edgios que auxiliam as investiga\u00e7\u00f5es. O objetivo desta mesa \u00e9 debater os desafios e percursos de pesquisas que exploram aspectos ligados \u00e0 materialidade dos documentos, e como essas caracter\u00edsticas se relacionam com interpreta\u00e7\u00f5es textuais e visuais. O grupo Metamorphose, rec\u00e9m criado no CNPq, visa estimular assim a pesquisa hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A universalidade cient\u00edfica e a particularidade do passado aut\u00eantico:&nbsp;<\/strong><strong>sobre os modos de visualiza\u00e7\u00e3o do conhecimento iluminista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 de Melo Ara\u00fajo | UnB<\/p>\n\n\n\n<p>Qual o valor das evid\u00eancias pict\u00f3ricas para o conhecimento hist\u00f3rico setecentista? Em que medida a natureza predominantemente coletiva da produ\u00e7\u00e3o de imagens impressas neste per\u00edodo pode apresentar pontos de contato entre os modos de visualiza\u00e7\u00e3o do conhecimento relacionado \u00e0s ci\u00eancias da natureza e aquele dedicado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o do passado? Estas quest\u00f5es orientar\u00e3o a an\u00e1lise material de gravuras e desenhos por meio dos quais artistas e cal\u00edgrafos (re)produziram evid\u00eancias pict\u00f3ricas que conformam a base documental da&nbsp;<em>Historia genealogica dominorum Holzschuherorum<\/em>, coordenada por Johann Christoph Gatterer e impressa por Johann Joseph Fleischmann em 1755. O estudo deste caso particular abre espa\u00e7o para se discutir como a universalidade cient\u00edfica e a particularidade do passado aut\u00eantico se deixam representar imageticamente no s\u00e9culo das Luzes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pergaminho, papel e caminho:&nbsp;<\/strong><strong>itiner\u00e1rio e cultura material no&nbsp;<em>Livro das fortalezas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>David Mart\u00edn Marcos | Universidad Nacional de Educaci\u00f3n a Distancia, Madri<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um lugar comum afirmar que a fronteira que separa a Espanha de Portugal \u2013 a raia \u2013 \u00e9 a mais antiga da Europa. Mas esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco procedente, se olharmos para as delimita\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas do passado de uma perspectiva estadualista. Em 1509 Duarte de Armas realizou um dos trabalhos de representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica mais c\u00e9lebres da raia luso-hispana: o&nbsp;<em>Livro das fortalezas<\/em>, do qual se conservam na atualidade dois exemplares, um em pergaminho, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e outro em papel na Biblioteca Nacional de Espanha, em Madri. Na d\u00e9cada de 1640, num momento de especial afirma\u00e7\u00e3o para Portugal, foi feita uma c\u00f3pia menos detalhada \u2013 por\u00e9m mais rica em materiais \u2013 pelo escriv\u00e3o Br\u00e1s Pereira. A partir de uma viagem feita em 2018 reconstruindo o percurso de Duarte de Armas, se reflexionar\u00e1 aqui sobre os usos das imagens e a representa\u00e7\u00e3o da paisagem como formas de apropria\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A natureza e as f\u00e1bulas no&nbsp;<em>Discurso historico, e pol\u00edtic<\/em>o&nbsp;<\/strong><strong>sobre a revolta de Vila Rica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Bentes Monteiro | UFF<\/p>\n\n\n\n<p>As interpreta\u00e7\u00f5es do documento acerca da subleva\u00e7\u00e3o de 1720 ocorrida na capitania de S\u00e3o Paulo e Minas do Ouro, impresso pela primeira vez em 1898, tenderam at\u00e9 ent\u00e3o a priorizar o seu aspecto pol\u00edtico. Mas seu texto, referenciado pelas notas marginais presentes no c\u00f3dice de origem e calcado sobretudo na etiologia de Ov\u00eddio, descreve um mundo onde os quatro elementos primordiais conformam a natureza, os homens e suas a\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m pautadas por leituras cl\u00e1ssicas, f\u00e1bulas envolvendo deuses e her\u00f3is encontram-se mescladas \u00e0 hist\u00f3ria pol\u00edtica dos fatos. Assim a an\u00e1lise textual, em coer\u00eancia aos exames material e visual e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o sobre a trajet\u00f3ria do c\u00f3dice, o caracteriza como tendo sido produzido para a recep\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito familiar, na casa nobre de Assumar\/Alorna.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>20 de mar\u00e7o de 2019, 14 h | Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Materialidade e interpreta\u00e7\u00e3o de manuscritos e impressos da \u00c9poca Moderna Rua General Bruce, 586 | S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o | Rio de Janeiro As an\u00e1lises de fontes hist\u00f3ricas t\u00eam sido enriquecidas nos \u00faltimos anos a partir de um novo olhar sobre os diferentes suportes e as caracter\u00edsticas materiais dos documentos. 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